Plano de Manejo Florestal Sustentável beneficia 530 famílias do Baixo Jaguaribe

24 de janeiro de 2017 - 11:12

Na tarde desta segunda (24), reuniram-se, na Secretaria do Meio Ambiente – SEMA, a equipe técnica da Coordenadoria de Desenvolvimento Sustentável – Codes, responsável pela coordenação do Projeto Desenvolvimento de Práticas de Manejo Florestal Sustentável na Região do Baixo Jaguaribe e a Consultoria Verde Vida, contratada para a execução de parte do projeto, que teve inicio em 2012.

Na reunião a empresa contratada apresentou o Plano de Trabalho e deverá iniciar os serviços ainda em fevereiro de 2017, realizando capacitações nos assentamentos, diagnósticos rurais participativos, implementando os planos de manejo de uso múltiplo e, ao final, elaborar relatórios relativos a execução das atividades contratadas. Deverá ainda apoiar os assentados na organização e comercialização dos produtos obtidos e acompanhar junto ao órgão ambiental licenciador as adequações técnicas e documentais que se façam necessárias.

Participaram da reunião as Técnicas da CODES: Mônica Carvalho (coordenadora do projeto), Renata Bezerra, Magda Marinho e Socorro Azevedo. Além, dos representantes da Empresa: Raimundo Gonçalves e Auzeni Gonçalves.

Sobre o Projeto Desenvolvimento de Práticas de Manejo Florestal Sustentável na Região do Baixo Jaguaribe:

É uma parceria da SEMA com o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o Fundo Socioambiental da Caixa. Tem como objetivo o manejo de no mínimo 5000ha da Caatinga por meio da implantação de 17 planos de manejo florestal de uso múltiplo, além do estabelecimento de mecanismos para promover o desenvolvimento econômico com sustentabilidade, por meio de 17 Planos de Negócios implantados com base nos Planos de Manejos.

A implantação do Plano de Manejo nos assentamentos rurais vem beneficiando aproximadamente 530 famílias e apresenta vantagens para a região como suprimento de energéticos florestais, pois a vegetação da caatinga é tolerante as secas, assim como apresenta a capacidade de rebroto por tocos e raízes, desse modo assegurando que não terá risco de perda do recurso florestal por motivo de seca.

Ressalta-se também que haverá melhoria ambiental com a retirada da madeira de forma adequada preservando os recursos hídricos e solos, além de benefícios sociais, pois a dificuldade em obtenção de renda por parte dos agricultores torna o desenvolvimento de atividades sustentáveis uma ferramenta importante para favorecer a permanência do homem no campo, principalmente em períodos de estiagem, evitando a migração.