Falta d’água no Ceará é pauta da reunião do Coema

4 de novembro de 2016 - 16:45

A pauta da falta d’água no Estado chegou à 246a reunião ordinária do Conselho Estadual do meio Ambiente (Coema), nesta quinta (3/11), à tarde, no auditório da Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), situada no Centro Administrativo Governador Vigílio Távora, em Fortaleza. Além do presidente do órgão e secretário do Meio Ambiente do Ceará, Artur Bruno, e do titular da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), José Ricardo Araújo, secretário-executivo do Conselho, o evento contou com a presença do secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, que apresentou ao colegiado o quadro atual do estado em relação ao armazenamento de água, bem como as ações que estão sendo desenvolvidas pelo governo para amenizar os efeitos do quinto ano consecutivo de chuvas abaixo da média.

Bruno ressaltou o investimento que vem sendo feito pelo governador Camilo Santana na área, o que tem tornado o estado em referência nacional na convivência com a seca. “Hoje, o Ceará está recebendo visitas de representantes de outros estados para conhecerem o que estamos fazendo para enfrentar os problemas ocasionados pela estiagem”, afirmou. Teixeira, por sua vez, informou que, no final de outubro, os reservatórios cearenses estavam com apenas 8,1% de sua capacidade total de armazenamento, que é de 18 bilhões de metros cúbicos de água. Para enfrentar esta situação, o Estado já perfurou mais de 2.300 poços, construiu 800 km de adutoras de engate rápido, adquiriu 19 comboios para a perfuração de poços, contratou carros-pipas para o abastecimento da população em áreas urbanas, elaborou sistemas de reúso, entre outras ações.

Outra medida que vem sendo adotada pelo poder público é a redução da oferta de água para a Cagece e ao setor agrícola. “Nós liberávamos 9,3 metros cúbicos por segundo para a Cagece. Hoje, ofertamos apenas 8,2. Já para a irrigação, responsável por consumir entre 60 e 70% da água no estado, baixamos de 20 m³/s em 2014 para 5,5 no momento”, informou Teixeira. Há, também, a taxa de contingência implantada em Fortaleza e Região Metropolitana, que iniciou com 10% e já está em 20%.

O Coema é formado por 35 instituições divididas entre a esfera pública, universidades, organizações da sociedade civil, entidades de classe de profissionais de nível superior e do movimento ambiental.