Seminário “Que mancha é essa?” é realizado em Paracuru.
15 de setembro de 2016 - 17:06
A manhã de hoje foi marcada pelo seminário “Que mancha é essa?”, realizado pela gestão da Área de Proteção Ambiental do Estuário do Rio Curu, em Paracuru, abordando a problemática do vírus que vem afetando as fazendas de carcinicultura no litoral oeste do Estado.
A abertura foi realizada pelo Secretário Adjunto do Meio Ambiente, Fernando Bezerra, que afirmou que a SEMA, dentro da gestão das unidades de conservação precisa dar condições de recuperação econômica e sustentável, e a mancha branca é um caso que trata muitos prejuízos para a comunidade pesqueira e para economia. “Temos que reunir sociedade, órgão públicos, para buscarmos a solução.”, completou.
Dois palestrantes, mediados por Rômulo George, fizeram suas exposições: Jeovah Meireles, Professor Doutor da UFC, trouxe a palestra “Uma “mancha branca” no verde do manguezal: funções ecológicas em risco”, que tratou sobre a produção da base alimentar para a comunidade, seu sustento e os riscos que acarretam.
Já Rodrigo Maggioni, Professor Doutor do Labomar (UFC), tratou dos dados mais técnicos, como é causada a doença nos camarões, sua transmissão e qual a espécie do vírus, com a palestra: “Que mancha é essa? Entendendo a doença da mancha branca”.
O evento que reuniu membros do conselho gestor, pescadores, estudantes, produtores de camarão, representantes do poder público e ongs, teve o objetivo de discutir os impactos que o vírus pode causar ao ecossistema afetado, e principalmente, esclarecer à comunidade que o vírus não é ofensivo para humanos.
Sobre:
No Ceará, a mancha branca foi detectada em 2005 pelo Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC) em viveiros do município de Aracati. O surto foi caracterizado neste ano. Entre os danos causados ao camarão, são visíveis calcificações na carapaça e mudanças na coloração. Este vírus não atinge ao ser humano.