Plano de Manejo é debatido em reunião do Conselho Gestor dos Monólitos

9 de setembro de 2016 - 15:57

“Gestão e Manejo das Unidades de Conservação Brasileiras: Desafios e Oportunidades” foi o tema da palestra realizada na manhã de hoje, sexta-feira, 9/9, pela professora Maria Luíza Nogueira Paes, durante a nona reunião ordinária do Conselho Gestor do Monumento Natural “Os Monólitos de Quixadá”. O encontro, também prestigiado pelo secretário adjunto da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Fernando Bezerra, e demais gestores de Unidades de Conservação do Estado, ocorreu no auditório Nilo Peçanha, do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Ceará (IFCE), Campus Quixadá, e foi conduzido pela orientadora de Célula Luzilene Sabóia.

Fernando Bezerra abriu a reunião. Ele destacou que a Unidade de Conservação dos Monólitos faz parte com outras três – Pecém, Fundão e Jijoca -, da licitação que está em fase final para ter seus respectivos Planos de Manejo. Disse que uma das características da atual gestão é ser participativa.

Coube a Luzilene fazer a apresentação da palestrante, que iniciou sua fala dizendo-se satisfeita em ter recebido o convite e ter antes visitado a Unidade. Lembrou que a gestão de uma UC precisa, “não só de apoio político, mas de apoio administrativo”. Ela relembrou que conheceu o açude Cedro quando existia mata ciliar no seu entorno e o que viu ontem lhe causou estranheza. Ela deu uma aula sobre Plano de Manejo e tirou dúvidas.

Segundo define o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o Plano de Manejo (PM) é um documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos gerais de uma Unidade de Conservação, se estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão da unidade.

Maria Luiza explicou que a atual concepção deste instrumento procura realizar um planejamento estratégico, sendo elaborado um diagnóstico ambiental técnico, onde são realizados os levantamentos e as observações de campo, para que os conhecimentos sobre a Unidade sejam aprofundados, observando-se as ações tendo em vista um cenário futuro, de modo a reduzir as incertezas do processo. O enfoque estratégico também considera as forças interagentes, avaliando o comportamento destas na atualidade e no cenário futuro.