Comunidade de Tatajuba quer apoio da SEMA para criar sua Resex

8 de junho de 2016 - 13:33

O Secretário Artur Bruno recebeu no fim da tarde de ontem, terça-feira, na sala de reuniões da Secretaria do Meio Ambiente-SEMA- representantes da Comunidade de Tatajuba, acompanhados pelo deputado Renato Rosendo (Psol). Apesar de terem uma área de 3.7775 hectares de área em APA municipal, de acordo com a  Lei Municipal No. 559/94, a comunidade sente a fragilidade daquele ecossistema costeiro devido aos atrativos turísticos e imobiliários e busca transformar aquela poligonal numa reserva extrativista.

Localizado em Camocim, extremo oeste da faixa litorânea do Estado do Ceará, a 390 km de Fortaleza,  Tatajuba é um vilarejo com paraísos tropicais ao ser cercado de dunas brancas ,lagoas, coqueiros e vastos manguezais. Situado em meio a um campo de dunas, nos anos 1970, o povoado foi soterrado, e os moradores organizaram-se e formaram, do outro lado do rio a Nova Tatajuba , em quatro vilas: São Francisco, Vila Nova, Baixa da Tatajuba e (Alto) da Tatajuba. Em 1984 começam a aparecer os primeiros turistas , que na época se hospedavam nas casas de pescadores.  O Morro Branco existente no lugar é uma das dunas mais altas do litoral Cearense, que segundo Vilani, da Associação dos Moradores ( Acomota), já teve 100 metros e hoje ocupa a metade, devido a ação dos ventos e dos bugres. Eles defendem um turismo comunitário para preservar a área que ainda está em litígio. A disputa pelo território entre a comunidade e uma empresa privada vem desde 2001.

Para Miguel Rodrigues, advogado, o território em questão inclui toda a extensão habitada secularmente pelos moradores, terrenos de marinha, áreas de manguezais (APP), dunas móveis e fixas, recursos hídricos.

O secretário ouviu atentamente todos os relatos e propôs a integração da SEMA e do SPU ao grupo do Idace, cujo superintendente Eduardo Martins, também participou da reunião e da Universidade que já está estudando a demarcação da área, e disse que a Secretaria, através da Coordenadoria de Biodiversidade,  quer caminhar junto para que”ecossistema seja preservado”. Ele explicou que este ano, nos projetos do Governo, consta a criação da Unidade de Conservação do Cocó, que é uma luta de 40 anos, e a manutenção, dentro do que preconiza o SNUC, das 23 áreas existentes.

Para Soraya Tupinambá, Tatajuba tem condições de ser uma Reserva Extrativista, que levará benefícios para a comunidade tradicional e para o Governo por ser uma alternativa realista para a conservação ambiental e por propiciar atendimento das demandas socioeconômicas viáveis.

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