SEMA propõe acordo com comunidade da Sabiaguaba

3 de junho de 2016 - 15:37

Em reunião que durou quase três horas, de 11h até 14h, na sede da Secretaria do Meio Ambiente do Estado (SEMA), foi sugerido um acordo para a comunidade da Sabiaguaba, em relação à proposta do governo do Estado de regulamentação do Parque do Cocó. O secretário Artur Bruno assegurou aos representantes da localidade Boca da Barra, que sobrevivem da pesca na foz do rio, que as famílias que tenham atividades tradicionais ali residentes não serão removidas. “Por outro lado, para o Estado é inegociável a criação do Parque, da BR-116 até a foz do Cocó, protegendo integralmente o rio e disso não iremos abrir mão”, ressaltou Bruno.

Os representantes ficaram de levar a proposta para uma decisão da comunidade e dar retorno em cinco dias. “É esta a solução que levarei ao governador Camilo Santana, que tomará a decisão final”, explicou o titular da SEMA. O processo de regulamentação do Parque do Cocó está sendo amplamente discutido em várias instâncias da sociedade. Já ocorreram debates com o Fórum Permanente pela Implantação do Parque do Cocó, que reúne 25 entidades, além de audiências públicas na Câmara de Vereadores de Fortaleza e Assembleia Legislativa e reuniões com todas as 12 comunidades impactadas pela criação do Parque.

O Parque do Cocó terá 1.056ha, superando o Ibirapuera, em São Paulo (221ha), e o Central Park (341ha), em Nova York. A proposta cria ainda três Áreas de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) – Dunas do Cocó, do Rio Cocó e das Dunas da Cidade 2000 –, que somadas a mais quatro unidades de conservação municipais – Parque Adahil Barreto, Área de Preservação Ambiental (APA) da Sabiaguaba; Parque Natural de Sabiaguaba e ARIE Municipal Dunas do Cocó –, comporão um mosaico de áreas protegidas que somam 2.907ha.