SEMA quer ter criatório de abelhas nas Unidades de Conservação
16 de maio de 2016 - 15:29
A meliponicultura, produção de mel a partir das abelhas nativas, sem ferrão, apresenta alto potencial para ser desenvolvida no Ceará e vem crescendo nos últimos anos. Em todo o Brasil, existem mais de 300 espécies. Com interesse em preservar colmeias que existam nas unidades de conservação do Estado, o secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno, visitou na manhã de sábado,14/05, o meliponário do Francisco Ximenes, em Aquiraz e participou da reunião da Associação Cearenses dos Meliponicultores. O secretário estava acompanhado por três técnicos da Sema. O biólogo, Carlos Henrique explicou como estão as discussões sobre a Lei estadual para beneficiar o produtor de mel. Pelo que está vigente, é ilegal a existência de mais de 50 colmeias com abelhas nativas.
Na oportunidade, o presidente da ACMEL, Fabião de Vasconcelos, convidou Artur Bruno para assinar a ficha de sócio honorário. O convite também foi extensivo ao vice-reitor da Unilab, Aristeu Pontes e o diretor do centro Agrícola da Unilab, Max César, que também participaram da visita.
Destacando o quanto tem aprendido na função de secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno externou o prazer em integrar a associação e que se compromete em ajudar a fortalecer o setor: “ contem comigo e com nossos técnicos”. Ficou de avaliar a solicitação de ceder uma sala provisória para funcionamento da sede da associação e, de imediato, pensou no Parque Botânico, onde já existem algumas colmeias de nativas.
As abelhas sem ferrão são os principais transportadores de pólen e fecundação para grande parte das árvores, lembrou Fabião e que, por isso, também auxilia nas preservações das florestas. É uma atividade de fácil manutenção e de baixo custo inicial em relação às demais atividades agropecuárias. Bruno conheceu cortiços de Jandaíra, Tuíba, Cupira e até provou, com canudinho, direto da colmeia: “hum, que sabor delicioso!” frisou.
Aristeu Pontes também agradeceu o convite a ACMEL e disse que não encontra dicotomia entre preservar o meio ambiente e a atividade econômica, e vislumbra no segmento de criação de abelhas que desperta muito interesse por mexer com o tripé da sustentabilidade: o social, o econômico e o ambiental. Professores da UVA, do curso de zootecnia, associados da ACMEL, destacaram que os principais produtos obtidos e comercializados da atividade apícola são o mel, a cera, a própolis, a geleia real e o veneno (apitoxina). Além de ser um alimento, é também utilizado em indústrias farmacêuticas e cosméticas, pelas suas conhecidas ações terapêuticas.
A capacitação técnica dos meliponicultores é de extrema importância para redução de práticas prejudiciais aos meliponíneos, além de melhorar a produtividade e transmitir boas práticas de produção dos produtos das abelhas sem ferrão. A rede Néctar do Sertão levou a ideia de um seminário sobre Meliponicultura durante a Expomel.
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