Dia da Caatinga é comemorado com audiência pública na AL

28 de abril de 2016 - 16:58

Uma audiência pública na Assembleia Legislativa comemorou, na tarde de hoje, 28/04, o Dia Estadual da Caatinga no Estado do Ceará. Foi dia de festejar o bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga, com as vegetações de pequeno porte, cujas folhas caem no período de estiagem: umburana, a aroeira, o umbu, a baraúna, a maniçoba, a macambira, o mandacaru e o juazeiro, entre outras. Decreto Federal de 20 de agosto de 2003, publicado no Diário Oficial da União, instituiu a data, em homenagem ao professor João Vasconcelos Sobrinho (1908-1989), pioneiro na área de estudos ambientais no Brasil.

O evento atendeu solicitação da presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido, deputada Dra. Silvana (PMDB) e contou com a presença do secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno. A caatinga ocupa uma área de 895 mil quilômetros quadrados e é um dos biomas mais ameaçados pela exploração predatória. “As principais causas da depredação ambiental na região são a caça, as queimadas e o desmatamento para a retirada da lenha”, explicou a deputada.

Artur Bruno destacou que a SEMA está investindo na preservação e na convivência com este o bioma, através do projeto de lei de incentivo à plantação de espécies nativas e do programa de florestamento e reflorestamento do Estado, com distribuição de até 80 mil mudas por ano. A Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental – CIEA  montou estande, distribuindo material sobre o assunto. O secretário lembrou da riqueza da caatinga, fonte de recursos como madeira, carvão, material para construção, carnes, frutas, plantas medicinais, fibras, mel e forragem para os rebanhos, por isso, existe uma preocupação de diversas instituições do semiárido brasileiro com a sua preservação.

A caatinga engloba, de forma contínua, parte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais. A desertificação é um dos principais problemas deste tipo de vegetação, que hoje já compromete 11% da área do Ceará.

Também participaram da audiência, dentre outros, o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), Antônio Rodrigues de Amorim; o coordenador de Educação Ambiental da Associação Caatinga, Sandino Moreira; a supervisora do Núcleo de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Fundação Cearense de Meteorologista e Recursos Hídricos (Funceme), Margarete Carvalho; a editora do Estado Verde, Tarcília Rêgo e o ambientalista Renato Aragão.