Comitê Permanente contra Crimes Ambientais discute regimento interno e reforça combate à caça ilegal

28 de agosto de 2025 - 17:28 # # # # #

 

A Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema) coordenou, nesta quinta-feira (28), a segunda Reunião do Comitê Permanente contra Crimes Ambientais no Ceará. O encontro contou com representantes da Sema, da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Batalhão de Polícia de Meio Ambiente (BPMA), da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil (DPMA), da Procuradoria-Geral do Estado e do Ministério Público.

Durante a reunião, os membros discutiram o regimento interno do colegiado, instituído pelo Decreto Nº 36.537. O comitê tem como finalidade coordenar ações de fiscalização e combate a crimes ambientais em todo o estado.

“A construção do regimento é uma etapa importante para garantir o funcionamento do comitê de forma coordenada e com base em responsabilidades bem definidas entre os órgãos envolvidos”, afirmou a secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Vilma Freire.

A atuação integrada das forças de segurança em ocorrências recentes também foi abordada, com destaque para a operação que desarticulou um torneio de caça ilegal na zona rural de Lavras da Mangabeira, realizada em agosto, e que resultou na apreensão de quatro tatu-galinhas e dois cães usados na atividade, além da prisão de oito pessoas com idades entre 19 e 35 anos. Também foram discutidas regiões com maior necessidade de monitoramento.

Para o superintendente estadual do Ibama no Ceará, Deodato Ramalho, esta reunião é a consolidação do Comitê Permanente contra os Crimes Ambientais. Ele enfatizou a importância da integração entre esferas de poder para fortalecer a proteção do meio ambiente. “Essa segunda reunião é fundamental para darmos mais efetividade ao SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente). Quanto mais nós tivermos integrado em todas as esferas do poder público — municipal, estadual e federal —, mais eficiência teremos para responder às demandas ambientais”, declarou Deodato.

As próximas reuniões devem dar continuidade à revisão do texto e à definição de estratégias conjuntas de fiscalização.